Arquivo diário: 11 de março de 2017


o choque no tribunal

 

A ADVOGADA MEGAN LYONS DESCREVE O MAIOR CHOQUE QUE ALGUÉM SOFRE QUANDO ENFRENTA UM PSICOPATA NO TRIBUNAL

 

Indivíduos portadores de distúrbios de personalidade mentem, culpam e exageram na sua vida particular e profissional, e fazem o mesmo no tribunal. Antecipando o que o oponente irá fazer, você não será cegado; você estará preparado. Como vencer suas táticas e provar a sua verdade?

O maior choque que a pessoa vítima de um indivíduo portador de distúrbio de personalidade sofre é de repente se defrontar com a depravação do seu ex parceiro amoroso ou companheiro de vida. Não há o mínimo de decência humana. O nível de mentiras patológicas está totalmente fora de qualquer padrão de conduta humana que a vítima conhece (e a maioria de nós também). As atitudes de seu ex parceiro amoroso não combinam em nada com o que a vítima pensa que viveu com ele às vezes durante muito tempo. Embora sob juramento, o indivíduo não apresenta nenhum constrangimento em mentir, e esse é o fato principal com que a vítima precisa se preocupar no processo.

O indivíduo com distúrbio de personalidade usa persuasão emocional de forma muito eficiente. Como ele é um ator bem autotreinado e conhece as vulnerabilidades emocionais de seu alvo, que costuma ser uma pessoa muito mais empática, molesta-o como ave de rapina. O ambiente num tribunal já é constrangedor. Há um pesado clima que intimida a vítima, sem contar que ela precisa enfrentar o agressor que se apresenta calmo, senhor da situação, enquanto ela está transtornada, em consequência de um longo processo de abuso psicológico. (A vítima costuma apresentar Síndrome de Distúrbio Pós-Traumático).

Os indivíduos portadores de distúrbios de personalidade como os narcisistas, os psicopatas, os borderline, chegam a ficar bem satisfeitos com tal ambiente, já que sabem usá-lo a seu favor. Eles não se intimidam com tal ambiente, muito pelo contrário, se deliciam em usar a semântica do tribunal para armar suas manipulações, montar uma encenação, induzindo habilmente reações emocionais em suas vítimas, que os favoreçam.

Um bom juiz, se não for ele também portador de distúrbio de personalidade, seria capaz de perceber o que está por trás da encenação, até por ter prática com este tipo de pessoas. Mas nos casos em que, por exemplo, estamos diante de um juiz novo, ou um juiz que não conhece as táticas desse tipo de personalidade, e quando as emoções do juiz também estão sendo usadas para persuadi-lo dos objetivos do agressor, a verdadeira vítima tem quase nula possibilidade de conseguir se fazer entender, muito menos de ser defendida.

Existem várias estratégias legais com as quais podemos nos armar e predizer conduta muito imprevisível.

Se precisar de um advogado para se defender de um psicopata ou outro portador de distúrbio de personalidade, verifique primeiro se ele entende pelo que você passou e quem é a outra parte. Caso contrário, você perderá o processo com certeza.

 

(traduzido por Júlia Bárány de: https://www.youtube.com/watch?v=eaqU-ewn4gY&feature=youtu.be, canal de Donna Andersen)