Arquivo mensal: dezembro de 2019


PESSOAS TÓXICAS JAMAIS ADMITEM QUE ESTÃO ERRADAS

Holly Riordan

Tradução de Júlia Bárány do original: https://thoughtcatalog.com/holly-riordan/2019/12/toxic-humans-will-never-admit-theyre-wrong/?fbclid=IwAR10lbBjzCEZY4gRugWm4ERqqS8n6XJ5bDtam5NXrtkILsoUYoGhmL5aQ64


Você pode receber um pedido de desculpas de alguém tóxico, mas não será genuíno. Essas pessoas só se desculparão ser for para manipular você a lhes dar o que querem, enganar você a acreditar que merecem perdão. Caso contrário, elas nunca vão admitir que fizeram algo errado. Essas pessoas nunca vão pedir desculpas e deixar por isso mesmo. Sempre haverá algo mais na frase. Virá uma sequência de justificativas para lhe mostrar que você realmente não pode culpá-lo/as, porque a culpa é da ex ou dos pais ou sua.

Essas pessoas sempre tentam atribuir a culpa a outra pessoa porque não têm maturidade suficiente para assumir a responsabilidade por suas próprias ações. Acham que jamais estão erradas. Acham que foram forçadas a arruinar algo por causa de circunstâncias passadas ou atuais, quando, na verdade, dominam totalmente suas próprias decisões. Elas escolhem o caminho a seguir e, se escolherem errado, devem assumir as consequências.

Obviamente, essas pessoas nunca lhe darão as desculpas que você merece. Se se desculparem por trair você, fornecerão detalhes sobre como isso nunca teria acontecido se a outra pessoa não tivesse se jogado em cima delas ou se você estivesse mais disponível sexualmente ou ainda se elas não tivessem tomado aquela cerveja extra no bar.

E se você tiver coragem de enfrentá-las, de expor a falsidade das justificativas, essas pessoas vão virar a situação do avesso. Listarão todas as coisas legais que fizeram por você e o/a chamarão de ingrato/a. Mencionam como você também não é perfeito/a, mas nunca usaram isso contra você. Elas tentarão culpar você, mesmo que tenham sido elas que estragaram tudo.


Pessoas tóxicas nunca vão admitir que estão erradas. Elas nunca vão refletir sobre suas escolhas e chegar à conclusão de que precisam mudar. Não importa o que você faça, ou o quanto você as ame, você nunca vai ganhar uma discussão com elas. Essas pessoas se esforçam ao máximo para provar que são inocentes. Elas vão criar mentiras. Elas vão espalhar boatos. Elas distorcerão a verdade para se encaixar em sua própria narrativa.

Você pode gritar com elas, pode acusa-las ou pode lhes apresentar fatos com calma – nada disso fará diferença. Essas pessoas têm um talento para mudar a realidade. Elas criam sua própria verdade. E elas tentam convencer o maior número possível de pessoas dessa ‘verdade’, então, no final, você é quem parece louco/a. Você é quem parece errado/a.

Quando você se depara com alguém tóxico, a melhor coisa a fazer é se afastar, porque você nunca vai conseguir nada razoável com essas pessoas. Você nunca conseguirá fazê-las ver a situação do seu ponto de vista. Você nunca as fará admitir que foram longe demais. Pessoas tóxicas não pensam logicamente. ELAS SÓ PENSAM EM SI MESMAS.


Culpa e AutoPerdão

de http://aluznamente.com.br/o-autoperdao-para-libertar-se-da-culpa/

A autoconsciência e o autoperdão são duas virtudes fundamentais para a diluição da culpa. Porém, é necessário o treino do autoacolhimento amoroso que precisa ser irrigado pelos cinco sentimentos básicos, a saber: autoestima, autoaceitação, autoconfiança, autovalorização e autorrespeito. Esse exercício viabiliza a nossa autorrenovação por amor e pelo amor. Mas a manutenção do estado culposo impossibilita tudo isso.

Somente o autoperdão nos libera para a reabilitação diante da consciência, se assumirmos a responsabilidade do erro e nos esforçarmos reflexivamente para repará-lo.

A vida são as oportunidades bem aplicadas no presente, no aqui e agora, nunca os fracassos do passado. Todavia, existem os que vivem interligados aos insucessos do ontem, agindo qual aqueles que querem dirigir o automóvel apenas olhando para o retrovisor; com certeza vão causar acidentes. Não se pode permanecer preso às negatividades do passado, é importante ficar atento às oportunidades de cada momento do presente (que é um empréstimo divino que se renova a cada instante).

Esquecer os malogros do passado não significa “não lembrar”, contudo é resignificá-los. Deste modo, embora possa parecer que esquecemos, em verdade, deixamos a recordação num plano não acessível de modo consciente. Ou seja, não ficarmos remoendo o que já passou, porém o que se culpa fica incessantemente remoendo o erro cometido.

Quando nos libertamos do detrito mental, amontoado pelo estigma culposo, principiamos o soerguimento espiritual, e toda uma atividade nova se nos apresenta favorável, abrindo-nos espaços para saúde integral. O lixo mental que herdamos é acumulado pela nossa ausência de conhecimento nos três níveis de ignorância: do não saber, do não sentir e do não vivenciar a verdade. São tais ignorâncias que produzem os entulhos mentais, os insucessos e a fragilidade do Espírito de não se esforçar para superar a própria ignorância.

Considerando nossa fragilidade, precisamos nos conceder a oportunidade de reparar os males praticados, nos habilitando sempre perante a consciência através do autoperdão mormente diante daqueles a quem prejudicamos. Isso não significa anulação da falta que cometemos, porém a concessão da oportunidade de reparação dos desacertos. Portanto, o autoperdão não se funda numa falsa tolerância desculpista dos próprios erros. Isso seria desmazelo moral, cumplicidade e ingenuidade. Antes, o autoperdoar-se  representa a possibilidade de crescimento mental e moral, propiciando direcionamento correto das novas escolhas para o bem-estar pessoal e coletivo.

É impossível alguém melhorar o comportamento da noite para o dia. É indispensável o esforço de enriquecimento moral ininterrupto. O autoperdão é um processo de autorresponsabilidade, fruto do amadurecimento do senso intelecto moral. Com a disposição contínua de reparação dos erros, ampliamos as virtudes através dos graduais esforços no exercício do bem, admitindo que nesse procedimento não nos tornaremos “puros” num piscar de olhos, porquanto ainda erraremos muitas vezes; porém nunca nas mesmas proporções anteriores, porque aprenderemos e cresceremos com os nossos erros.

Quando nos perdoamos, aprendemos a pedir perdão ao outro. A coragem de solicitar perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêutico-libertadores da culpa. Até porque a saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-nos do valioso contributo do discernimento capaz de avaliar a qualidade das ações e permitir as reparações dos erros e o estado de gratidão quando acertadas.

O equilíbrio entre consciência e comportamento tem um preço: a persistência no dever moral, como aguilhão da consciência e guardião da probidade interior. Em face disso, para nos livrarmos da culpa é muito importante o esforço continuado, paciência e perseverança no dever consciencial. Não nos consintamos abater o ânimo, reabasteçamo-nos nas conexões e diálogos íntimos com Deus através dos sentimentos e pensamentos edificantes que podemos aperfeiçoar em qualquer circunstância.

Façamos os esforços necessários para expandir os pensamentos elevados que devemos cultivar em qualquer situação. Seremos sempre responsáveis pelos efeitos dos nossos atos. Colheremos conforme semeamos. Assumamos, portanto, o nosso compromisso consciencial através do convite amoroso de Jesus. Dessa forma permaneceremos saudáveis intimamente, prosseguindo íntegros nos deveres assumidos, sempre sob a responsabilidade da ação transformadora, sem jamais transferir para terceiros os nossos próprios insucessos.

Jorge Hessen

jorgehessen@gmail.com

Brasília-DF